Que o racismo é um problema sério nos EUA, isso muita gente já saca. E a onda de manifestações do movimento Black Lives Matter que tomou o país reacendeu um debate importante: a relação entre o racismo e a criminalização do verde no país.

Nesse ponto, os EUA e o Brasil são parecidos pra car*lho: existe um verdadeiro abismo entre o tratamento que a polícia dá aos negros e aos brancos quando se trata de drogas.

Em um de seus livros, a jurista norte-americana Michelle Alexander mostra que a guerra às drogas encarcerou 31 milhões de americanos desde 1980 e que – saca só – 90% eram negros e latinos! 

Pra você ter uma noção, enquanto a taxa de encarceramento de negros subiu 26 vezes, a de brancos aumentou 8. O abismo é real.

O que muita gente trata como “coincidência” é, na verdade, reflexo de como a criminalização é uma das bases do racismo estrutural no país.

Com a morte de George Floyd, o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam, em português) reforçou esse debate, pressionando governantes por iniciativas concretas.

Na cidade de Portland, no estado de Oregon, os vereadores decidiram que o departamento de polícia não deve mais receber receitas vindas da taxação de maconha. Ao invés disso, toda a grana que vier do verde será destinada à comunidade.

Além disso, líderes locais do Black Lives Matter defendem que a descriminalização do verde é uma forma de reparar as injustiças cometidas contra os negros do país. 

E aí, você acha que essas medidas são suficientes? Conta pra gente!