E se toda a repressão contra as drogas virasse campanhas de educação, orientação e saúde para a galera usar com mais segurança e consciência?

Essa é a ideia da Redução de Danos (RD), um conjunto de práticas que têm o objetivo de diminuir as consequências negativas do uso de substância legais ou ilegais não só nas pessoas, mas também na sociedade.

Tá, mas como funciona? 

A RD foi formulada na década de 1980, junto com a criação do SUS. A ideia é estimular o autocuidado e a reflexão sobre o uso das drogas – do álcool ao crack.

O interessante é que os defensores da RD partem de um ponto básico: a repressão nunca funcionou em nenhuma sociedade. Diante disso, o que fazer?

A resposta é simples: reduzir os danos. Por isso, profissionais da saúde, da assistência e educadores que defendem essa ideia vão até os usuários e discutem a relação que eles têm com as drogas. E essa prática pode rolar em qualquer espaço.

Num lugar onde as pessoas estão em situação vulnerável usando crack, por exemplo, a ideia é orientar e fazer com que os danos sejam os menores possíveis. Para isso, alguns especialistas em saúde indicam o uso do verde, por exemplo.

E até uma rave ou um festival de música pode ter uma ação de RD. Orientar a galera sobre os efeitos de cada droga e sobre como lidar com uma bad trip, por exemplo, são iniciativas da RD.

Alguns defensores da Redução de Danos dizem que o objetivo não é lutar contra as drogas, até porque isso é impossível. O objetivo é lutar contra a hipocrisia e garantir o máximo de segurança e saúde pra galera. 

E aí, você concorda? Conta pra gente!

Por redação Smokebr.