Os Cigarros Índios (cigarrettes indiennes), que chegavam aqui diretamente da França. 

Eram feitos de cannabis indica e vendidos de boa como medicamento nas nossas farmácias. Médicos e clínicas até patrocinavam o produto, considerado um remédio do bom para o tratamento de várias doenças.

Nos anúncios de jornal, a galera divulgava que a asma, a bronquite e a tosse não tinham vez diante desses fininhos. 

A fama era tanta que os Cigarros Índios eram indicados até para combater os sintomas da gripe espanhola em 1918! Loucura, né?

Mas quando foi que esse jogo começou a virar?

Bom, alguns pesquisadores dizem que o verde começou a ser demonizado no Brasil na década de 1920. Na Conferência Internacional do Ópio (sim, ela existiu!), realizada em Genebra em 1924, o delegrado brasileiro Dr. Pernambuco chegou a afirmar que “a maconha é mais perigosa que o ópio!”

Pronto, começava aí uma campanha de perseguição contra ao beck e, na década de 1930, vários estados brasileiros já tinham um esquema para reprimir quem f1 ou usava o verde como remédio.

O resultado? Os Cigarros Índios foram considerados entorpecentes em 1938 e a erva passou a ser um caso de polícia!

De lá pra cá, essa neura em torno do beck só foi crescendo! E hoje, como a gente sabe, ainda rola muita hipocrisia e falta de conhecimento sobre a erva.

Mas fala aí, seria muito louco poder comprar um verdinho na farmácia, não?